terça-feira, 14 de outubro de 2014

Falta d'água, eleições e você: tudo a vê!

Ele conseguiu!

Geraldo Alckmin mentiu para toda a população de São Paulo, disse que não faltaria água e se reelegeu:




Aliás, os próprios funcionários e diretores da Sabesp admitiram que não houve a devida divulgação da falta d'água em virtude de "ordens superiores":




Não foi por falta de aviso. Eu mesmo escrevi um texto enumerando esse e outros motivos para não votar no cara, dentre os quais a falta d'água já se destacava:


Os jornais também avisaram (foram até otimistas):


Contudo, não só faltará água, como também já está faltando:





Esse site, em que a própria população informa os episódios de falta de água, dá um panorama claro da situação calamitosa:


E deixem São Pedro fora dessa, pois a culpa é de Alckmin, segundo a ONU:


Esse tipo de conduta irresponsável, na qual se mente sobre a real situação de uma crise de abastecimento, já foi utilizada anteriormente por Fernando Henrique Cardoso, que mentiu sobre a crise elétrica que o Brasil vivia até que chegou o apagão:


"É lamentável que a propaganda oficial tente convencer a população escondendo que o provável racionamento tem como principal causa as falhas do modelo implantado no setor elétrico, no qual não houve a devida retomada de investimentos. Rever essa modelagem para que se realizem os investimentos é a única saída para evitar que a ameaça de racionamento se repita nos próximos anos." 


"'Não existe racionamento, existe administração da disponibilidade de água', diz a presidente da Sabesp. Em maio de 2000, o ministro da Energia do governo FHC dizia que não havia racionamento de eletricidade, mas 'gerenciamento da demanda de energia' (grandes indústrias eram 'convencidas' a reduzir o consumo em horário de pico)."

Aécio Neves não só pertence ao partido tanto de Alckmin quanto de FHC (PSDB) como também já elogiou ambos por suas competências e gestões:


De certo, considera normal essas crises de abastecimento que desamparem toda a população, coincidentemente em governos do PSDB.

Vamos reproduzir os elogios:

De Aécio para FHC:

"Não se trata de reconhecimento apenas ao sociólogo, ao pensador e à sua densa obra acadêmica, mas também ao líder que foi capaz de, à frente do país, criar bases para um novo patamar de desenvolvimento nacional."

De Aécio para Alckimin:

“Eu quero dizer da minha alegria de poder estar aqui aprendendo a cada dia e vendo a cada momento exemplos da extraordinária gestão do governador. Alckmin é a síntese daquilo que o Brasil precisa: seriedade e competência numa pessoa só”.

Realmente, Aécio Neves acerta ao menos em uma afirmação: os governos Alckmin e FHC foram extraordinários. Pois extraordinário é aquilo que foge ao ordinário, ao comum.

E de fato nada há de comum em se desabastecer 180 milhões de brasileiros (na época) de energia elétrica ou mais de 40 milhões de paulistas de água.

É um fato que, se Aécio Neves for eleito, teremos mais uma crise de abastecimento cuja culpa será de São Pedro, Zeus, Atenas ou Poseidon...

Ao que parece, os Deuses não se dão com o PSDB.

Portanto, não se esqueça: na próxima vez em que abrir a torneira e faltar água, o que, se ainda não aconteceu, está por vir, faça as pazes com os Todo-Poderosos e evite o 45 nas urnas!

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